quinta-feira, 7 de junho de 2007

Sobriedade vs Embriaguez

Embriaga-te
«Devemos andar sempre bêbados. Tudo se resume nisto: é a única solução. Para não sentires o tremendo fardo do Tempo que te despedaça os ombros e te verga para a terra, deves embriagar-te sem cessar. Mas com quê? Com vinho, com poesia ou com a virtude, a teu gosto. Mas embriaga-te.
E se alguma vez, nos degraus de um palácio, sobre as verdes ervas duma vala, na solidão morna do teu quarto, tu acordares com a embriaguez já atenuada ou desaparecida, pergunta ao vento, à onda, à estrela, à ave, ao relógio, a tudo o que se passou, a tudo o que gemeu, a tudo o que gira, a tudo o que canta, a tudo o que fala, pergunta-lhes que horas são: São horas de te embriagares! Para não seres como os escravos martirizados do Tempo, embriaga-te, embriaga-te sem cessar! Com vinho, com poesia, ou com a virtude, a teu gosto.»
Charles Baudelaire, (1821-1867)

tal como já foi aqui dito...a escolha é sempre tua :)

4 comentários:

bela lugosi`s dead disse...

Um estado de embiaguez salutar:)

Rafael Velasquez disse...

um copo por favor!!!

Medpsy disse...

De quê? Virtude, vinho, ou será poesia ;)...Bom dia :)

sapiens disse...

Embriaga-te é uma conjugação verbal interessantissima.