domingo, 17 de junho de 2007

Entrevista a Paula

Paula: No caso é assim, eu acho que é uma coisa que me fortalece, de certa forma sim, eu não sou, eu…eu lógico que sou crente, pelo simples facto de quê? Eu não sou é evangélico, ….., ao pé da letra, a religião, mas o conhecimento que eu tenho da bíblia, me faz entender e ter, como dizer? Uma concepção bem diferente do mundo, porque eu sei discernir o certo e errado, eu sei como ver as situações, com outros olhos, ter esperanças, principalmente de conseguir os meus objectivos e como eu posso dizer? É uma coisa, que de certa forma dá muito mais força, para você vencer certas barreiras e até mesmo preconceitos, porque você pensa assim, eu penso, voltando no caso à religiosidade, Cristo que foi…que é Cristo, ele veio, ele foi discriminado, ele não foi aceite, ele chegou ao ponto de ser morto, na cruz, porque é que eu vou me sentir derrotado por ser descriminado, de forma alguma.
Eu: Tu agora disseste, “ porque é que eu vou me sentir derrotado”, porque é que não disseste derrotada?
Paula: Hum…é, às vezes tem lapsos (risos), são lapsos momentâneos, não, porque no caso, estou falando da parte religiosa, entende, no caso eu tenho um respeito muito grande, e no caso, nessas partes eu, eu tenho consciência que…
Eu: Que é pecado?
Paula: Exactamente, tenho o mesmo com a família, minha família até hoje me chama de Paulo, entende? No caso é uma coisa, por mais que eu tente, não vai mudar e no caso, em relação à religião, também é da mesma forma, eu tenho consciência do que eu sou (…), entende? Eu sei que se de repente no cientifico não deixei de ser homem, no psicológico sim, na fisionomia sim, mas na parte de…a ciência me condena pelo facto de, o que eu sou, nunca vou deixar de ser…
É interessante como no aspecto religioso existe um assumir do género masculino, o que evidencia o facto de que em certos aspectos existe auto-repressão, se quisermos exercida por um super ego castrador do id e do ego. Julgo que esta é uma das grandes vantagens da entrevista antropológica, baseada numa relação de confiança e não paga. O sensacionalismo deixa de estar presente em ambas as partes e conseguem-se atingir questões de pormenor, que para mim são extremamente interessantes, sob vários pontos de vista.

4 comentários:

Marta disse...

E aquilo que verdadeiramente somos não estárá na nossa alma, dentro de nós? Pecado não será deixarmos de ser nós perante aquilo que a sociedade quer que sejamos?

sapiens disse...

No meu ver uma das conclusões mais interessantes e curiosas descobertas do teu trabalho :)

Moura ao Luar disse...

Já está terminado ou não?

bela lugosi`s dead disse...

Não mourex...não está...nem sei se vais estar:)