quinta-feira, 24 de maio de 2007

Que coisa estranha...

Bom... venho por este meio informar todos os membros da blogosfera, que passa-se uma coisa estranha na cidade da Amadora. Então é assim: normalmente faz-se a podagem das árvores no Inverno (pelo menos assim foi como aprendi na primária), para depois na Primavera, as árvores puderem criar novos ramos, ramificações, para criar mais sombra.

Mas aqui nesta cidade, pelos vistos, ninguém deve ter aprendido isso na escola. Porque falo disto? Porque na Amadora, desde há umas semanas, andam os senhores da CMA, a aparar os ramos das árvores na Avenida dos Combatentes da Grande Guerra (perpendicular à linha da CP) - só para referir como exemplo - e, numa altura em que a sombra das ditas árvores faz falta para diminuir a sensação de calor das pessoas, é que andam a aparar as árvores... não acham isto estranho? eu acho, porque não é na altura em que as pessoas mais precisam de sombra par ficarem frescas que se amparam as árvores.

Isto parece a história daquele individuo que está no deserto, passa por uma série de vendedores de gravatas perguta-se a si o porquê daqueles individuos estarem ali a vender gravatas, e quando vê um hotel, não o deixam entrar porque não traz gravata... que coisa estranha, não??

3 comentários:

bela lugosis dead disse...

Pois Jorge...parece-me que essa é mais uma prova das incongruências entre o padrão e a acção. O padrão seria podar no inverno, mas a acção de um sujeito alargado, porque instituição (CMA), decidiu, condensando qualidades do inverno no verão, projectando um no outro, que através dos seus "ramos", neste caso os funcionários, deveria podar neste momento. É de realçar, que neste momento chove em Lisboa e provavelmente na Amadora, o que acaba por atenuar e até justificar a confusão inconsciente da árvore (CMA) e dos seus ramos (funcionários). Faz-me lembrar a expo 98 em que aí nem àrvores existiam e com aquele sol, como eram necessárias. Neste caso a projecção não foi inconsciente, foi mesmo arquitectónica.

sapiens disse...

Pois, destroem o poucochinho que existe mas ao menos existe, no sitio onde moro não existe uma árvore que seja publica, as que existem estao todas dentro de quintais privados, nao há uma árvore na rua.. ah minto, lembrei-me agora de duas arvores que afinal existem no largo principal, fora isso nada... são ruas inteiras cheias de alcatrão, calçada, queres sombra ficas á sombra dos prédios , no passeio por onde amavelmente as pessoas levam os cães ao WC.
como se não bastasse, eu e um amigo temos um especial gosto de ir apanhar ar para um local que chamamos de matosa e que fica exactamente colado ao muro das prisões de tires. este espaço só existe por causa de uma qualquer lei que proíbe a construção habitacional até "n" metros do dito muro, caso contrário já lá estariam centenas de moradias... assim, este torna-se o unico espaço verde que temos para respirar ar puro de qualquer das formas.. as arvores, essas brotam mais uma vez da propriedade.. mesmo que semí privada. espreitam de DENTRO do muro das cadeias, pois mais uma vez no espaço publico elas não existem..

Moura ao Luar disse...

Hum... pois realmente não faz sentido, até porque se é na primavera que elas florescem porquê cortar?? Onde está o partido dos verdes nesta altura??