quarta-feira, 15 de abril de 2009

Violencia nas escolas.. um evento do passado?



Nos tempos que correm é tudo menos notícia o crescente exponenciar da indisciplina e violência nas escolas portuguesas. Mas, o fenómeno está longe de ser único, encontrando-se sim generalizado em praticamente todos os países democráticos que têm vindo a preconizar um aumento dos poderes e liberdades dos alunos face a um proporcional decréscimo dos poderes e autoridade dos professores e da escola em sí.

Embora o fenómeno seja comum a vários países, são as medidas adoptadas para eliminar o problema que marcam a diferença.

No Reino Unido os pais dos alunos que pratiquem vandalismo, agressões físicas e verbais ou outros actos de violência e indisciplina no espaço escolar serão multados em valores que rondam as 50 libras (aproximadamente 56 euros) em multas que quando acumuladas podem atingir os 1450 euros.

“As intimidações verbais e físicas não podem continuar a ser toleradas nas nossas escolas, sejam quais forem as motivações”, sublinhou a Secretária de Estado para as Escolas (britânicas).

“As crianças têm de distinguir o bem e o mal e saber que haverá consequências se ultrapassarem a fronteira”. Adiantou ainda que “vão reforçar a autoridade dos professores, dando-lhes confiança e apoio para que tomem atitudes firmes face a todas as formas de má conduta por parte dos alunos”.

Segundo garante a secretária de estado o objectivo da medida é transmitir aos pais que a escola não irá assumir as responsabilidades dos pais, em caso de comportamento violento dos seus filhos. Estas medidas serão sustentadas em ordens judiciais para que assumam os seus deveres de pais e em cursos de educação para pais, com multas que podem chegar às mil libras, se não cumprirem as decisões dos tribunais”.

“O Livro Branco dá ainda aos professores um direito claro de submeter os alunos à disciplina e de usar a força de modo razoável para a obter, se necessário”.



A mim parece-me pertinente... será um acto reaccionário? ou a percepção de que a Liberdade de que dispomos constitui na verdade uma responsabilidade a ser partilhado por todos??

2 comentários:

Marlene disse...

Prezados
Enviamos informações que são do seu interesse.
Att.






A RITLA (Rede de Informação Tecnológica Latino-Americana), em parceria com a Secretaria de Estado de Educação/GDF, está realizando um Plano de Convivência Escolar na Rede Pública de Ensino. O projeto busca incentivar, em escolas de ensino fundamental e médio, processos de boa convivência e a prevenção de violências. Parte do processo foi a realização de pesquisa qualitativa e quantitativa, representativa de todos os alunos e professores da rede pública de ensino do DF, entre a 5a série do Ensino Fundamental e o 3o ano do Ensino Médio. A amostra pesquisada foi constituída por seis escolas por Diretoria Regional de Ensino - DRE (quatro de Ensino fundamental – séries finais – e duas de Ensino Médio). A pesquisa dedicou-se à realização de um diagnóstico sobre a convivência escolar, o que consistiu em investigar as relações sociais, os conflitos expressos e latentes no ambiente escolar, identificar as percepções de alunos, professores e do corpo técnico-pedagógico sobre o conflito e a violência, mapear os tipos de incidentes ocorridos, freqüência e gravidade dos mesmos.
De junho a setembro de 2008 foram aplicados cerca de 10 mil questionários para alunos e 1300 para professores, em 84 escolas amostradas, além de terem sido realizadas entrevistas e grupos focais com alunos e professores.
A iniciativa de desenvolver uma pesquisa sobre convivência escolar e violência nas escolas com a finalidade de embasar ações concretas, levada a cabo pela Secretaria de Educação do Distrito Federal, é um empreendimento pioneiro no Brasil. Corresponde a uma etapa fundamental para compreender e retratar a realidade como passo importante na tentativa de estimular uma atmosfera não-violenta nas escolas e a criação do hábito do diálogo e da resolução de conflitos, contribuindo, assim, para a melhora da qualidade de ensino e de aprendizagem e evitando que problemas comuns ao cotidiano cresçam e se desdobrem em desfechos graves.
A pesquisa dedicou-se à realização de um diagnóstico sobre a convivência escolar, o que consistiu em investigar as relações sociais, os conflitos expressos e latentes no ambiente escolar, identificar as percepções de alunos, professores e do corpo técnico-pedagógico sobre o conflito e a violência, mapear os tipos de incidentes ocorridos, freqüência e gravidade dos mesmos.
O resultado final da pesquisa será apresentado em um livro a ser lançado ainda no mês de maio/2009.
Neste âmbito, foram promovidos seminários intitulados Convivência Escolar: debatendo resultados e pensando alternativas, que ocorreram de outubro a dezembro de 2008 com o objetivo de sensibilização e aprofundamento do debate sobre violência e convivência escolar, a partir dos resultados iniciais do diagnóstico que integra o Plano de Convivência Escolar na Rede Pública de Ensino no DF. A devolução dos dados para diversos atores envolvidos na esfera da Educação e no cotidiano escolar constituiu-se em uma fase essencial no trabalho, tanto para divulgar e discutir as principais características do quadro de realidade das escolas quanto para identificar uma série de pontos que demandam maior atenção. Com resultado final da pesquisa novos seminários serão realizados.
Entre as atividades previstas para 2009 podemos destacar o Curso Juventude, Diversidade e Convivência Escolar, com início em maio/2009. O curso será ministrado por especialistas nas temáticas, sendo organizado, monitorado e coordenado pela RITLA em parceria com a SEEDF. Visa formar um grupo de 640 professores e coordenadores das séries finais do Ensino Fundamental, estimulando-os na complexa discussão sobre violências nas escolas e instigando-os à reflexão aprofundada sobre o tema.
Importantes temas serão tratados no curso como: violência e sociedade, juventude, família e escola, violência e discriminação no ambiente escolar, gênero e sexualidade na escola, convivência escolar, mediação, drogas e trafico no contexto escolar, gangues, adolescentes em conflito com a lei, entre outros. As discussões terão como produto final um projeto de intervenção social a fim de colaborar com a construção de uma boa convivência no contexto.

Este curso busca colaborar com a construção de melhores relações no ambiente escolar, a fim de que a escola passe a ser um local de proteção e protegido e que todos os atores sociais possam discutir e dialogar sobre os fenômenos cotidianos que acontecem no contexto.

Rede de Informação Tecnológica Latino-Americana
Red de Información Latinoamericana
Latin American Technological Information Network

SHIS QI.09, Conj.15, Casa 15 - Lago Sul
Cep : 71625-150, Brasilia, DF
Tel/fax: (55) 61 3248-3805 e 3248-5607
www.ritla.net

Corvi Umbra disse...

Será as duas coisas, certamente. Afinal, tudo quanto injecta uma novidade é uma reacção a algo e tudo quanto impele liberdade exige necessariamente responsabilidade. O inferno são os outros, dizia Sade, eu digo que o inferno somos nós.